quinta-feira, maio 17, 2012
terça-feira, abril 24, 2012
segunda-feira, abril 09, 2012
domingo, março 25, 2012
O êxtase do ouro negro - intervenção urbana / instalação
É um trabalho desenvolvido após um período de vivência de 2 semanas em Forth Worth (Dallas, Texas). Desde a minha adolescência me acompanha um tema ,parte da trilha composta por Enio Morricone para o filme The Good , the bad and the ugly, chamado “The Ecstasy of Gold”, me impressiona o clima epopéico e epifânico deste tema, que é uma espécie de ode a descoberta do ouro, a posse, e antes de tudo a ganância.
Chegando a Fort Worth automaticamente esta música me veio a mente, agregado a fragmentos de variados filmes western que vi ao longo de minha vida. Comecei a investigar a história do estado e descobri que a origem do nome advinha do antigo forte construído primeiramente como proteção dos apaches em 1835, 100 anos depois o Texas seria a maior região produtora de petróleo com inúmeras descobertas de poços deste precioso material dentro do território conquistado.
Partindo destas pesquisas, iniciei o projeto realizando uma intervenção urbana, já que estava tratando de um território específico. Criei uma pequena caixa de madeira (pepita de ouro geométrica) com um mp3 em seu interior tocando a música de Morricone. Pintei suas laterais de dourado e a tampa de preto (cores que remetem a ouro e petróleo) e inseri uma pequena torre de extração de petróleo em miniatura . instalei esta caixa no exato ponto em Fort Worth onde estava o forte original e hoje funciona um estacionamento particular, ali realizei uma série de fotos/ registro desta intervenção urbana (abaixo).
Um mês depois da realização deste trabalho, recebi o convite para participar da exposição Gramática Urbana no Centro de arte Hélio Oiticica no Rio de Janeiro, com curadoria de Vanda Klabin, agora já no México comecei a intensificar a pesquisa sobre o trabalho que iria fazer no Rio.
Realizei então para a exibição no Rio de Janeiro um projeto de instalação que leva o mesmo nome da pesquisa inicial, nesta instalação pensei a dinâmica dos filmes western, onde o observador é levado pelo movimento das câmeras a planos horizontais , conseguindo assim maior profundidade. Estes filmes se passam em paisagens desérticas, pensando nestas distâncias e planos, a instalação está dividida em 3 núcleos/frames, e eles se resolvem da seguinta forma:
Necesito todo el oro que pueda conseguir por estas tierras
Consiste em uma série de 10 cheques de minha conta pessoal aberta para iniciar a viagem. Cada um destes cheques contém uma palavra desta sentença (feitos com caneta dourada). Assim os 10 formam a sentença, é uma frase típica do garimpeiro, ou do assassino de aluguel, personagens clássicos do universo de western.
Morte e desejo na planície de Fort Worth
São os objetos e áudio colocados no centro da sala, estes objetos fazem remetência a atmosfera de ausência e presença ao mesmo tempo, existem rastros de um personagem ou personagens, no carrinho de mão (ao centro da sala) estão 9 caixas, e elas estão conectadas por um desenho geométrico (assim como as telas) esta trama geométrica é minha tradução de uma rede de conexão de assuntos, interligados de alguma forma.
Conte 11 passos feche os olhos, tenha fé e sorte, e sem respirar, atire !
Duas telas negras medindo 210x140 tem 11 imagens , estas imagens são fruto de uma pesquisa feita no Google dentro do próprio território americano a pesquisa é feita sobre a palavra “Black Gold”. Daí surgem várias imagens que remetem a este tema, trabalhei com caneta dourada e a mesma trama do carrinho, seria como um mapa mental de acontecimentos. Como sugere o tema e todo o pensamento do trabalho, dizem que quando você está a beira da morte passa um filme com cenas marcantes de sua vida. Partindo desta ideia construí o que seria na mente do pistoleiro suas memórias em situação de risco de morte (duelo). As imagens foram envelhecidas para transmitir efeito de memória gasta.
Dois elementos importantes nesta montagem são também o isolamento de toda a área com tela (remetendo a área de isolamento de garimpo) e o uso de óleo queimado na base de madeira que recebe os objetos e as pinturas, o que dá ao ambiente mais estranheza, e coopera com a unidade do tema pelo forte cheiro que sai do óleo e impregna a sala.
sábado, março 24, 2012
terça-feira, fevereiro 21, 2012
sábado, fevereiro 11, 2012
terça-feira, dezembro 20, 2011
me
- Alê Souto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Alê Souto começa a produzir no ano de 2005 depois de frequentar diversos cursos na Uerj e Parque Lage. Nos últimos 2 anos expôs em lugares como a FB Gallery em NY, e o Museu Macay no México, realizou interferências urbanas no Texas e em Buenos Aires. Atualmente atua como curador na mostra que ele criou chamada Gesto Amplificado na Caixa Cultural, é o curador no Brasil do programa de residências em La Curtiduria na cidade de Oaxaca (México) e atualmente participa das exposições GramáticaUrbana no Centro de Arte Hélio Oiticica e da Edições UM na Galeria Portas Vilaseca no Leblon, galeria que representa seus trabalhos no Rio de Janeiro.





























