quinta-feira, maio 17, 2012

       Thieves in the border of black gold no Atemporal até 10 de Junho









segunda-feira, abril 09, 2012

Duas colagens novíssimas
da série Pictofagias
Colagem, acrílica, plástico, spray e marcador permanente
100x70 cada
2012
fotos Simone Tomé

domingo, março 25, 2012

Edições UM na Portas Vilaseca Galeria, é um projeto que envolve 9 artistas representados pela galeria, que em algum momento de suas trajetórias tenham desenvolvido gravuras ou tido algum contato. O Projeto concebido por Jaime Vilaseca ganhou força e o apoio fundamental do Estúdio Baren diigido por João Sánchez, recém chegado de Madri, onde trabalhou em diversos estúdios como editor. João retorna ao Rio para iniciar o projeto de montar seu novo estúdio em sua cidade natal e um de seus primeiros projetos neste novo estúdio é Edições UM.
Abaixo fotos da xilogravura que editei para a caixa, se chama Metrópole, é uma leitura muito particular da urbe, segue abaixo um fragmento do texto de Pedro França sobre o meu trabalho, Pedro escreveu o texto da mostra falando um pouco do processo de trabalho de cada artista no projeto dando pinceladas sobre a tradição e história da gravura, situando cada artista presente na caixa dentro de escolas específicas.
Papel de parede (Antônio Bokel, Alê Souto, Pedro Sanchez)
No início do século XX. os surrealistas transformaram a tradição da cópia (dos grandes mestres),
que vigorava desde o Renascimento, em em uma outra, de apropriação de imagens tomadas
do mundo. Já no início do século XX, Marx Ernst e outros viram a gravura como forma de
justapor signos pilhados do amplo repertório visual produzido pela industria: revistas e jornais,
romances ilustrados, manuais técnicos, rótulos, cartazes, cópias fotográficas, etc.
O roubo e resignificação de imagens (que os situacionistas chamariam depois de 'desvio') eram uma forma de desestabilizar os sentidos produzidos pela indústria e pelo mundo burguês. As tendências pop dos anos 60, respondendo a um mundo inflado por imagens em circulação acelerada, radicalizaram essas estratégias.
Robert Rauschenberg, por exemplo, foi um profundo conhecedor dos vários processos gráficos, que utilizava amplamente e de forma híbrida. Em suas grandes pinturas, onde processos mecânicos dialogavam com interferências manuais, Rauschenberg concebia o suporte como espécie de 'papel de mosca', no qual imagens em circulação no mundo pareciam se fixar de forma não hierarquizada, aleatória. Dito de outra forma, as superfícies de Rauschenberg têm vida semelhante à dos muros de rua, cujo aspecto é definido pelo acúmulo randômico de informações de origens variadas (intempéries, fuligem, pisos, rabiscos, colagens e recolagens de cartazes, etc.). Este tipo de abordagem da superfície influenciou muitos artistas cuja obra oscilava entre o espaço expositivo e o contexto urbano, de Jean-Michel Basquiat a Banksy.
O repertório das obras de Antônio Bokel e Alê Souto nasce justamente de sua vivência dessas
superfícies mutantes, urbanas, saturadas de marcas, traços e rastros, sedutoras do nosso olhar
passante, essas gravuras prontas no mundo. Alternando trabalho de ateliê com ações no
espaço público, Bokel parece sempre buscar a tensão entre a lentidão do fazer e a velocidade
de recepção. Suas imagens podem ser percebidas com velocidade publicitária, mas acumulam
em sua origem processos e tempos diversos. 'Rastro', gravura incluída nesse álbum é um belo
exemplo desta estratégia: São processos diversos (água forte, água tinta, escrita, mancha, linha,
etc.) que se sobrepõem de forma sofisticada para criar uma composição que nosso olho apreende
de imediato.
Alê souto, com uma figuração que aproxima abstração geométrica e linguagem de quadrinhos
produziu uma série de obras a partir de um mesmo conjunto de matrizes: um muro em primeiro
plano com edifícios ao fundo, e, sobre a imagem, a palavra 'METRÓPOLE", em letras garrafais:
As intervenções e tratamentos variados sobre esta base constante sugerem percepções cômicas
e trágicas, reforçadas por títulos como A Metrópole que desapareceu quando seu recheio foi
retirado e vendido por bom preço ou A Metrópole que em uma noite fria submergiu em um
maremoto cinza . Criando narrativas que reagem a diferenciações processuais, Alê atualiza a
discussão sobre diferença e repetição inerente aos processos mecânicos.

O êxtase do ouro negro - intervenção urbana / instalação

É um trabalho desenvolvido após um período de vivência de 2 semanas em Forth Worth (Dallas, Texas). Desde a minha adolescência me acompanha um tema ,parte da trilha composta por Enio Morricone para o filme The Good , the bad and the ugly, chamado “The Ecstasy of Gold”, me impressiona o clima epopéico e epifânico deste tema, que é uma espécie de ode a descoberta do ouro, a posse, e antes de tudo a ganância.

Chegando a Fort Worth automaticamente esta música me veio a mente, agregado a fragmentos de variados filmes western que vi ao longo de minha vida. Comecei a investigar a história do estado e descobri que a origem do nome advinha do antigo forte construído primeiramente como proteção dos apaches em 1835, 100 anos depois o Texas seria a maior região produtora de petróleo com inúmeras descobertas de poços deste precioso material dentro do território conquistado.

Partindo destas pesquisas, iniciei o projeto realizando uma intervenção urbana, já que estava tratando de um território específico. Criei uma pequena caixa de madeira (pepita de ouro geométrica) com um mp3 em seu interior tocando a música de Morricone. Pintei suas laterais de dourado e a tampa de preto (cores que remetem a ouro e petróleo) e inseri uma pequena torre de extração de petróleo em miniatura . instalei esta caixa no exato ponto em Fort Worth onde estava o forte original e hoje funciona um estacionamento particular, ali realizei uma série de fotos/ registro desta intervenção urbana (abaixo).

Um mês depois da realização deste trabalho, recebi o convite para participar da exposição Gramática Urbana no Centro de arte Hélio Oiticica no Rio de Janeiro, com curadoria de Vanda Klabin, agora já no México comecei a intensificar a pesquisa sobre o trabalho que iria fazer no Rio.

Realizei então para a exibição no Rio de Janeiro um projeto de instalação que leva o mesmo nome da pesquisa inicial, nesta instalação pensei a dinâmica dos filmes western, onde o observador é levado pelo movimento das câmeras a planos horizontais , conseguindo assim maior profundidade. Estes filmes se passam em paisagens desérticas, pensando nestas distâncias e planos, a instalação está dividida em 3 núcleos/frames, e eles se resolvem da seguinta forma:

Necesito todo el oro que pueda conseguir por estas tierras

Consiste em uma série de 10 cheques de minha conta pessoal aberta para iniciar a viagem. Cada um destes cheques contém uma palavra desta sentença (feitos com caneta dourada). Assim os 10 formam a sentença, é uma frase típica do garimpeiro, ou do assassino de aluguel, personagens clássicos do universo de western.

Morte e desejo na planície de Fort Worth

São os objetos e áudio colocados no centro da sala, estes objetos fazem remetência a atmosfera de ausência e presença ao mesmo tempo, existem rastros de um personagem ou personagens, no carrinho de mão (ao centro da sala) estão 9 caixas, e elas estão conectadas por um desenho geométrico (assim como as telas) esta trama geométrica é minha tradução de uma rede de conexão de assuntos, interligados de alguma forma.

Conte 11 passos feche os olhos, tenha fé e sorte, e sem respirar, atire !

Duas telas negras medindo 210x140 tem 11 imagens , estas imagens são fruto de uma pesquisa feita no Google dentro do próprio território americano a pesquisa é feita sobre a palavra “Black Gold”. Daí surgem várias imagens que remetem a este tema, trabalhei com caneta dourada e a mesma trama do carrinho, seria como um mapa mental de acontecimentos. Como sugere o tema e todo o pensamento do trabalho, dizem que quando você está a beira da morte passa um filme com cenas marcantes de sua vida. Partindo desta ideia construí o que seria na mente do pistoleiro suas memórias em situação de risco de morte (duelo). As imagens foram envelhecidas para transmitir efeito de memória gasta.

Dois elementos importantes nesta montagem são também o isolamento de toda a área com tela (remetendo a área de isolamento de garimpo) e o uso de óleo queimado na base de madeira que recebe os objetos e as pinturas, o que dá ao ambiente mais estranheza, e coopera com a unidade do tema pelo forte cheiro que sai do óleo e impregna a sala.

sábado, março 24, 2012

Gesto Amplificado na Caixa Cultural é um projeto de minha autoria, desde a seleção dos artistas, enfim, todo o projeto, está sendo exibida no centro do Rio de Janeiro. Nesta mostra também apresento um trabalho que se chama "O caminhante e sua cidade móvel", exibi este trabalho em NY na minha última individual intitulada Metrópole Remix na FB Gallery na Broadway.
Aqui no Rio "remixei" a peça mais uma vez, colocando um casaco diferente e agregando novos elementos a escultura (como fone de ouvido e patchs). A pintura de fundo de uma cidade imaginária com prédios bem peculiares recebe um pequeno vídeo em um dos seus outdoors. Este vídeo reproduz uma ação que realizei "personificado" de caminhante em plena Times Square sábado a noite, no período de produção em NY.
Este personagem influenciado por personagens como: o cavaleiro inexistente (de Ítalo Calvino) Dom Quixote de la mancha, homeless, hunters, cavaleiros medievais, punks, dentre outros). Ele
é uma espécie de subproduto das metrópoles, porém esse lugar onde ele "vive/existe" seria uma metrópole imaginária, composta por elemtos das metrópoles reais trabalhados plasticamente (remix).
Ele carrega uma cidade/ilha móvel, onde os prédios são feitos de papelão pintado. Há aí uma contradição já que o papelão é um indicador de desenvolvimento dos países no mundo industrial, ou seja, quanto mais papelão descartado, mais consumo, maior crescimento, o papelão é um dos símbolos da sociedade industrial.
Então o caminhante ea cidade são os dois subprodutos das metrópoles, carregados de referências , organismos vivos sempre em mutação. Trabalho com a metáfora do humano do caminhar, buscar, peregrinar. Aí estão presentes as antigas lendas sobre terras prometidas, a eterna estrada ou terra que para o que caminha (nômade) é uma constante.
45 minutos do segundo tempo é um trabalho realizado em colaboração com Simone Tomé, proposta ao espaço experimental BIZONTE LAB, dirigido pelo também artista Antonio Monroy situado na cidade de Toluca, Estado do México. É uma ação que consiste em uma espécie de dança, ritual e jogo inspirado no último momento de uma partida de futebol.
Pensamos em como neste último minuto tudo pode mudar e o nível de adrenalina que está envolvido neste momento. Procuramos com a ação perpetuar esse instante (minuto) dando uma narrativa de ataque e resposta.
Enquanto eu toco um tambor misturando toques típicos do futebol com uma levada parecida a um toque de candomblé Simone realiza movimentos com seu corpo.
Os movimentos sugerem um desenho de sombras no espaço. Trabalhamos com um jogo de luz e sombra, apagamos e desligamos a luz criando assim seções dentro da ação (vide vídeo).
Há uma colagem nas paredes do espaço, onde diversos jogadores de futebol tem suas identidades anuladas por fita adesiva verde, esta mesma fita adesiva colocamos uns nos outros no início da ação. Esta fita verde nos "cegaria", e daí vem a idéia de que em um jogo/ritual existe uma situação de foco total naquela disputa, seus participante não enxergam pralém disso, e nós nos colocamos desta mesma forma.
Aos 45 minutos essa "cegueira"aumenta consideravelmente, um apito forte é tocado para indicar que terminou a disputa e as luzes são acesas.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Metropole Remix is about an utopia: The ideal Metropolis. Inspired by the book “Invisible Cities” by Italo Calvino, Alê Souto recreates a series of utopias/metropolises in all their splendid deception. At the same time sophisticated and primal, Alê's work, with echoes of Pop Art, Geometrism and Neoconcretismo, highlights the irony of our modern aspirations and civilization. The exhibition consist of a mural encompassing composed for 4 canvases of the gallery, woodcut printings with differents techniques (Metropolis Series) two objects (Walking Man and Receive a viral transmission) two performances and video projection. Since the start of his artistic career in 2005, Alê Souto has participated in many group exhibitions in Brazil, and his work has been shown in six solo exhibitions in Mexico and Brazil. He also regularly intervenes in the street and creates site specific installations and performances in urban centers, such as No Subúrbio Vivo, in the suburbs of Rio (2011) and Snail Man performed in several Mexican cities and Buenos Aires (Argentina) in 2010.

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Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Alê Souto começa a produzir no ano de 2005 depois de frequentar diversos cursos na Uerj e Parque Lage. Nos últimos 2 anos expôs em lugares como a FB Gallery em NY, e o Museu Macay no México, realizou interferências urbanas no Texas e em Buenos Aires. Atualmente atua como curador na mostra que ele criou chamada Gesto Amplificado na Caixa Cultural, é o curador no Brasil do programa de residências em La Curtiduria na cidade de Oaxaca (México) e atualmente participa das exposições GramáticaUrbana no Centro de Arte Hélio Oiticica e da Edições UM na Galeria Portas Vilaseca no Leblon, galeria que representa seus trabalhos no Rio de Janeiro.